segunda-feira, 15 de março de 2010

Harpia Mexicana desiste dos Espanhóis

Dilúvio há dentro
México, Equador e Brasil
Não passam de uma floresta solitária
Machu Picchu volta, volta e partirá

Quando o sonho dói mais que a realidade
Quando o hoje é vermelho e não azul
Quando em Chichén Itzá se vê o barco na américa do sul
Ela me procura. É uma história!!!

Eu sei que dia e noite ela me encontra em suas mãos
Porque o vento de kúlkucan a leva meu adeus
Havia versos, havia eu e você
A nossa essência irá
E só voltará como Anauac

C.E. Mercedes Corro 

quinta-feira, 4 de março de 2010

Nuvém sobre o país há 500 anos

Vê? Toda a verdade escondida?
Vê? O fim chega e morrerei aqui em Ruanda
Dia e noite as mudanças desses anos
Chegaram mas logo foram como o outono de 1958

Sei a noite
Mas a lua escapou-me
Sei a mulher que morreu
À procura do vulto centavo

O sol é a fronteira
Entre eu e ela
A morte? é a fragância do velho
A vida? o sexo!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Lua

Alegria e felicidade
Sentimento por amor
O que dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão

São as brisas sem forma
que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar, O Amor


Por você eu nadaria
Todos os oceanos azuis
Mas a brisa que vem do mar
Já não pode me alcançar

Só o amor pode nos salvar
E a lua que me fascina, me revela
Que de sonhos eu posso viver

C.E. Mercedes Corro

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Presidiário

Penso em seu beijo, reduzido a coração, penso no dia azul
Diante do radiar maduro do dia
Penso na dor que nasce em meu horizonte escuro
E desaparece o sentimento antigo
Degenerado com prudência

Penso em teu amor, da ânsia mais perfeita
E harmoniosa que o ventre da sombra,
Embora a morte possa conceber e gerar
A própria vida

Oh consciência
Penso sim, na vida livre
Que copula aonde quer, aonde pode

Oh, escândalo de mel dos desejos
Oh estrondo mudo!


C.E. Mercedes Corro

sábado, 8 de agosto de 2009

Madrugada sem reflexão

Conversando com o tempo hoje
Voou não muito longe
Deixando canções de amor
Para passar o tempo

Talvez eu escreva algo
Para que o vento possa ver
Como eu me sinto
E me dizer sobre os dias que estão por vir

E a estrela sem destino
Leva a metade do seu brilho nesse anoitecer
Mas a vida se resume a isso,
Quanto mais sombrio de um lado mais iluminado o outro

Persiguido como soldado
Deixo marcas nessa madrugada
Não por escrito, mas dentro de mim: - consumado

C.E. Mercedes Corro