Penso em seu beijo, reduzido a coração, penso no dia azul
Diante do radiar maduro do dia
Penso na dor que nasce em meu horizonte escuro
E desaparece o sentimento antigo
Degenerado com prudência
Penso em teu amor, da ânsia mais perfeita
E harmoniosa que o ventre da sombra,
Embora a morte possa conceber e gerar
A própria vida
Oh consciência
Penso sim, na vida livre
Que copula aonde quer, aonde pode
Oh, escândalo de mel dos desejos
Oh estrondo mudo!
C.E. Mercedes Corro
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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